Wal
Sexo: Feminino
Local: São Paulo/SP/Brasil

Quem sou eu

"QUEM SOU EU ???" Sou uma pessoa Feliz, amo muito a vida e dela sou aprendiz. Tenho várias paixões, mas, como qualquer pessoa possuo imperfeições. Se os caminhos desta vida ainda não sei de cor, pelo menos busco a cada dia tornar-me alguém melhor!!!

Interesses

"Tudo que eu deixar nessa vida que não seja apagado pelo vento pelo tempo ou pelo fogo que sejam rastros deixados pela minha memória!"

 

" Como a luz do Sol em todo o resplendor,
a mulher encanta e brilha à alma e o amor. "
(MCapelluto)

 

"Obrigada pela visita e seja sempre bem-vindo.
Tenho certeza que trocando experiências poderemos, inclusive, aprender a fazer educação por meio da almejada e tão complexa interdisciplinaridade. Espero a contribuição de todos vocês. Abraços virtuais e muito sucesso a todos."

:: Meu Award ::




 

"Mitologia Grega e Romana no Mundo dos Filósofos e Estudos Religiosos"
A "MITOLOGIA GREGA" compreende o conjunto de mitos, lendas e entidades divinas,"Deuses, Semideuses e Heróis". Muitos tinha o intuito de explicar fenômenos naturais, culturais ou religiosos como os rituais cuja explicação não era evidente. A "MITOLOGIA ROMANA" pode ser dividida em duas partes: a primeira, tardia e mais literária, consiste na quase total apropriação da grega; a segunda, antiga e ritualística, funcionava diferentemente da correlata grega.


 

As maçãs de ouro do jardim das Hespérides são símbolos de amor e de concórdia. Não importa que Héracles as subtraia: elas terminam voltando ao jardim dos deuses. São os verdadeiros frutos do amor, pois que Gaia, a terra, os ofereceu a Zeus e a Hera como representante de casamento.

Meus Arquivos



- 01/06/2012 a 30/06/2012
- 01/09/2009 a 30/09/2009
- 01/06/2009 a 30/06/2009
- 01/02/2009 a 28/02/2009
- 01/09/2008 a 30/09/2008
- 01/04/2008 a 30/04/2008
- 01/01/2008 a 31/01/2008
- 01/12/2007 a 31/12/2007
- 01/11/2007 a 30/11/2007
- 01/10/2007 a 31/10/2007
- 01/09/2007 a 30/09/2007

 

Fênix

Ave da mitologia grega que ilustra a capacidade de regeneração dos seres vivos. Fênix era como uma grande águia colorida. Alimentava-se com incenso e raízes perfumadas. Antes de morrer construía um ninho em forma de pira, com cinamomo, nardo e mirra. Deitava no ninho perfumado e deixava-se arder pelo sol. Das cinzas, surgia então uma nova e bela ave capaz de alçar vôos ainda mais altos.

Corpo de Heitor sendo levado de volta à Tróia... Alto relevo romano em mármore, detalhe de um sarcófago.

Meus Caminhos



- Almas Poéticas
- LaLi...mulher...poema
- Cantinho da Laranja Lima
- Cantinho da mendi®
- Dicionário de Mitologia Grega e Romana
- "Gifs prá Jesus"
- Mensagens Virtuais
- "Nomismatike"
- Os Filósofos Gregos
- ...Sou LaLi

Minhas Visitas





eXTReMe Tracker


 

Zeus

Ariadne

Vênus

Hebe

Hecate

Mercurio

Perseu

Diana

Carro Romano

Rômulo e Remo

Teseu e Afrodite

Netuno

Centauro e Eros

Hermafrodite

Hércules

David

Ares

Eros

Apollo

Hades

Código html:
Cristiny On Line



Certamente já notaste a minha ausência?!

Não era minha intenção deixar este blog ao sabor do vento.

Mas as coisas na vida nem sempre correm como sonhadoramente planejamos.

E são os imprevistos e os acontecimentos inesperados que nos relembram da nossa insignificância e inexperiência perante a própria vida.

Felizmente estou habituada a lutar por aquilo que quero.

Mesmo que isso implique dar dois passos para trás antes de poder dar um passo em frente.

Mesmo que isso implique chocar as pessoas que se limitam a aceitar e a perpetuar as regras “silenciosas” da sociedade.

Bom, deixando de "lero... lero..." logo logo teremos post novo.

VIVA A MITOLOGIA GREGA E ROMANA.

Wal Ricardo!

 

 



- Postado por: Wal às 11h12
[ ] [ envie esta mensagem ]



ÁRTEMIS

Ártemis, na mitologia grega,
era uma das doze divindades do Olimpo,
a mais popular das deusas do panteão grego,
filha de Zeus e Letó.

Ao saber que Letó carregava em seu ventre um ser
que era produto de uma traição de seu esposo,
Hera, louca de ciúmes, a amaldiçôou,
prometendo que nenhuma terra serviria de manto
para o parto de suas crianças...

Ao saber disso a Deusa Dolphin contraria a ordem
de Hera e permite que Letó gere sua próle em sua ilha,
em Delos...

Ao dar à lus à Deusa àrtemis,
esta já nasce adulta e auxilia no difícil parto de seu irmão,
o Deus Apolo e por isso passa a ter sua figura muito ligada ao parto.

Era também a deusa da natureza,
das colheitas e protetora das cidades.

Representava para as mulheres o que Apolo,
seu irmão gêmeo, representava para os homens.

Era particularmente amada e seguida por 60 Ninfas,
das quais exigia castidade absoluta e com as quais dançava
freqüentemente nas florestas.

Traumatizou-se logo após nascer,
pois presenciou o sofrimento da mãe no parto de seu irmão gêmeo, Apolo.

Por isso pediu a Zeus que a mantivesse casta para sempre,
o que lhe rendeu o título de virgem branca e lhe conferiu
a missão de protetora das parturientes.

Associada pelos romanos com Diana,
era a deusa da floresta e regia os deuses e deusas da caça,
pois era protetora dos animais selvagens,
especialmente dos ursos.

Também era protetora das mulheres.

Tem sua imagem muita ligada à companherismo e à amizade.

Ártemis lutou defendendo Tróia contra Atenas,
tendo intercedido por diversas vezes,
como para salvar Páris da morte,
aquele que flecharia o calcanhar de Aquiles,
matando o maior guerreiro grego.

As mulheres de Ártemis são grandes guerreiras e
aparentemente se colocam de maneira forte e decidida
defronte às situações.

Estão freqüentemente tratando seus parceiros
como companheiros e amigos e a tendência de relações
com essas mulheres é de que com o tempo esta passa
a ser vista muito mais como amizade do que um
relacionamento de casal.

Abraços.

Fonte: Pesquisas na Web



- Postado por: Wal Ricardo às 09h12
[ ] [ envie esta mensagem ]



Hoje senti em meu coração pesquisar sobre a Grécia, espero que todos gostem!!!

Grécia

A Grécia (em grego: Ελλάδα ou Ελλάς é o país mais meridional dos Balcãs e confina a norte com a República da Macedônia, com a Bulgária, e com a Albânia, a leste com a Turquia, quer em fronteira terrestre, quer com fronteira marítima no mar Egeu, a sul com o mar Mediterrâneo e a oeste com o mar Jônico, através do qual tem ligação a Itália.Localizada na juntura da Europa, Ásia e África, a Grécia é o berço de nascimento da democracia, da filosofia ocidental, dos Jogos Olímpicos, da Literatura ocidental e da historiografia, bem como da Ciência política, e dos mais importantes princípios matemáticos, e também o berço de nascimento do teatro ocidental, incluindo os gêneros do drama, tragédia e o da comédia.

Etimologia

Grego é o nome pelo qual os romanos designavam os helenos, habitantes da Hélade que ficou conhecida como Grécia. As formas portuguesa Grécia, castelhana e italiana Grecia, francesa Grèce, inglesa Greece, são um eruditismo calcado sobre o latim Græcia (com o etnônimo respectivo grego, griego, greco, grec e greek, do latim græcus). O geônimo latino se funda sobre o etnônimo, com sufixo (-ia), latim típico de nome de país ou região. O etnônimo latino é empréstimo ao grego graikós ("grego"), que sob a forma plural graikoí, principiou a ser episodicamente empregado em lugar do grego ΄ελληνες (helenos) somente depois de Aristóteles. Mesmo o latim Græcia, antes de designar a totalidade do país, foi usado com epítetos (Græcia Ulterior, Magna Græcia), ou no plural, Græciæ ("Grécias"), quando abarcava o todo. O todo em latim foi de início designado como Hellas, - adis, Hélade. Assim, por exemplo, em Plínio, o Velho. Em Cassiodoro já ocorre a forma latina Hellada. Esta, por sua vez, é empréstimo do gr. Hellás - ádos, que desde Ésquilo designa a totalidade das regiões habitadas pelos helenos.

História

(Busto de Sócrates nos Museus Vaticanos. Sócrates foi o maior filósofo da História Grega e da História da Humanidade.)

A antiga Grécia Continental fazia limites com a Ilíria a norte, a leste com o Egeu, a oeste com o mar Jónico, e a sul com o Mediterrâneo. Tinha mais de 100.000 km². As suas montanhas, com o céu quase sempre azul e seu clima suave faziam da Grécia um dos mais maravilhosos e melhores países do mundo. Foi naquele pequeno país que a civilização ocidental começou há mais de dois mil e oitocentos anos. Naquele tempo a civilização grega estava dividida em cidades-Estado (pólis) que dominavam grandes áreas das margens do Mediterrâneo e do mar Negro. Atualmente, a Grécia é um único país de poder reduzido, e um dos menos desenvolvidos da Europa. Atenas é a capital e maior cidade do país, com quatro milhões de habitantes. Em Atenas e em outras partes da Grécia, existem esplêndidas ruínas de monumentos do passado glorioso da antiga civilização. Há milhares de anos, os gregos estabeleceram tradições de justiça e liberdade individual que são as bases da democracia e da economia de mercado. A sua arte, filosofia e ciência tornaram-se fundamentos do pensamento e da cultura ocidentais. Os gregos da Antigüidade chamavam a si próprios de helenos (todos que falavam o grego, mesmo que não vivessem na Grécia Continental), e davam o nome de Hélade a sua terra. Os que não falavam o grego eram chamados de bárbaros. Nunca formaram um governo central, porém estavam unidos pela mesma cultura, religião e língua. A Grécia tornou-se independente em 14 de Setembro de 1829, após o Tratado de Adrianópolis ser assinado entre Rússia e Turquia, o qual pôs fim à guerra de independência.

Política

(Károlos Papúlias é o atual presidente da República Helênica. Foi eleito no ano de 2005.)

Desde 3 de Junho de 1975, com a adoção da nova Constituição, a Grécia é uma democracia republicana parlamentar. A monarquia foi rejeitada a 8 de Dezembro de 1974. O voto é obrigatório e universal, sendo adquirido esse direito aos dezoito anos. O poder executivo é regido pelo Chefe de Estado, que é eleito pelo parlamento. Além disso, existe ainda o chefe do Governo, nomeado pelo presidente e o Gabinete do Governo, cujos membros são também nomeados pelo presidente, tendo em conta as recomendações do primeiro-ministro. O poder legislativo é unicamarário (só possui uma câmara de deputados) e o judicial conta com uma Corte e um Tribunal Supremo. O sistema legal baseia-se no código romano. Tem cortes divididas em assuntos civis, administrativos e criminais.

Subdivisões

As periferias (em grego περιφέρειες, singular: περιφέρεια) são as divisões nacionais da Grécia. Existem 13 periferias (nove no continente e quatro grupos de ilhas), que são ainda subdivididos em 51 prefeituras (ou departamentos; em grego: νομοί, singular: νομός ; transliterado: nomoi, singular: nomos):

Geografia

Hania, Creta. Creta é a maior ilha da Grécia e uma das 13 periferias da Grécia.

O país consiste de um território continental na extremidade sul dos Balcãs, da península do Peloponeso, separada do continente pelo canal de Corinto, e de numerosas ilhas, incluindo Creta, Rodes, Eubéia e os arquipélagos do Dodecaneso e das Cíclades no Mar Egeu, e das Ilhas Jónicas no Mar Jónico. A Grécia tem mais de 14 880 km de costas e uma fronteira terrestre de 1 160 km. Cerca de 80% da Grécia é território montanhoso ou, pelo menos, acidentado. A maior parte do país é seca e rochosa. Só 28% da terra é arável. A Grécia Ocidental contém lagos e zonas húmidas. O Pindo, a cadeia montanhosa central, tem uma elevação média de 2 650 m. O lendário monte Olimpo (Macedônia) é o ponto mais alto da Grécia, atingindo 2 917 m acima do nível do mar. O clima grego é semelhante ao português, com invernos suaves e húmidos e verões quentes e secos. As temperaturas só raramente atingem valores extremos, embora ocorra queda de neve nas montanhas e até mesmo em Atenas, em alguns invernos.

Economia

A economia da Grécia é uma economia capitalista mista com grande participação das empresas governamentais tendo como principal atividade o setor de serviços. A indústria responde por 20% do PIB e a agricultura gera cerca de 4% do mesmo. Somente o setor do turismo gera cerca de 15% das receitas do país. O PIB da Grécia alcançou US$ 324,4 bilhões de dólares em 2007 de acordo com o método da Paridade de Poder de Compra, e seu PIB per capita na utilização do mesmo método alcançou US$ 31.382. A Grécia é um dos países que mais se beneficiaram da União Européia. Obteve um crescimento de 3,3% em sua economia após a união e vem obtendo taxas de crescimento na casa dos 4%, superando em 1% a média da União Europeia. Principais produtos: Agropecuária - algodão, azeitona, gado ovino e caprino, fumo, hortaliças, limão, ovinos, trigo e uva. Mineração - bauxita, linhita e cromita. Indústria - alimentos e bebidas processadas - cigarros, têxteis, vestuário, etc.

Demografia

 

A Acrópole de Atenas é um monumento turístico importantíssimo para os gregos e esse é um dos principais edifícios históricos do mundo.

A Grécia tem sido habitada desde o Período Paleolítico e, por volta do ano 3.000 A.C. se tornou o lar, nas Ilhas Cícladas, de uma cultura cuja arte permanece como a mais notável da História. No início do 2o milênio A.C., a ilha de Creta foi o lar do sofisticado império marítimo dos minóicos, cujo comércio atingia o Egito e a Sicília. Os Minóicos foram derrotados pelos Micênicos, um povo da Grécia continental, que falava um antigo dialeto grego. No princípio, o mosaico de cidades-estado gregas tinha semelhanças étnicas. Durante os impérios romano, bizantino e otomano (abrangendo todo o período que vai do século I ao século XIX) a composição étnica da Grécia diversificou-se. Desde a independência, em 1829 e da troca de populações com a Turquia em 1923, a Grécia forjou um estado nacional que reclama suas origens há 3 mil anos. A língua grega remonta há 3.500 anos, e o grego moderno preserva muitos elementos de seu antecessor clássico. No século XIX, após a Guerra de Independência Grega, fez-se um esforço para eliminar da língua as expressões de origem turca e árabe. A versão resultante foi considerada próxima do koiné grego, e foi chamada de Katharevoussa. No entanto, o Katharevoussa nunca foi adotado pelos gregos na linguagem diária. O grego comumente falado é chamado demotiki, e se tornou a língua oficial em 1976. A Grécia tem uma população de aproximadamente 11 milhões de habitantes, 97% são de origem grega. Sua população apresenta crescimento de 0,3% ao ano. A taxa de analfabetismo é 2,5% e a renda per capita é US$ 31.382.

Continua...

 

 



- Postado por: Wal Ricardo às 17h37
[ ] [ envie esta mensagem ]



Cultura

 

 

(O Mussacá é um prato típico da culinária da Grécia e da Turquia)

Os remanescentes físicos da cultura da Grécia clássica conservam-se principalmente em Atenas,Esparta, Micenas, Argos e outros sítios, enquanto as esculturas e outros objetos de arte exibidos nos museus gregos (Nacional, de Heracléia, da Acrópole, etc.), e dos principais centros culturais do mundo constituem uma lembrança permanente de copiosa herança cultural helênica, que ainda continua viva na educação dos gregos. Na Grécia moderna destacaram-se sobretudo os poetas. Adquiriu fama internacional Konstantinos Kaváfis, grego de Alexandria que escreveu cerca de duas centenas de poemas, inéditos até sua morte. Comparado ao português Fernando Pessoa, seu contemporâneo e também marcado por uma nostalgia da antiga glória de seu país, Kaváfis é autor da frase "somos todos gregos". Destacam-se também Georgios Seferis, agraciado com o Prêmio Nobel de literatura de 1963; Angelos Sikelianos; Odysseus Elytis, que obteve o prêmio Nobel em 1979; e Yannis Ritsos. O romancista de maior sucesso é o cretense Nikos Kazantakis, autor de Zorba, o grego e A última tentação de Cristo. Dentre os músicos gregos com fama internacional destacam-se Manos Hadjidakis e Mikis Theodorakis. A busca e a sistematização do patrimônio musical popular, que é o objetivo básico de famosos músicos e pesquisadores, tem incentivado a criação de grande número de corais que participam de concursos internacionais. Depois da independência política, a arte grega se inspirou inteiramente na arte ocidental. Entre os pintores figurativos destacam-se Iannis Moralis e Nicos Kontopulos; e entre os abstratos, Alexos Kontopulos e Iannis Spyrapulos. Na escultura devem ser mencionados Vassilakis Takis e Alex Mylona. Foi na Grécia Antiga, na cidade de Olímpia, que surgiram os Jogos Olímpicos em homenagem aos deuses. Os gregos também desenvolveram uma rica mitologia. Até os dias de hoje a mitologia grega é referência para estudos e livros. A filosofia também atingiu um desenvolvimento surpreendente, principalmente em Atenas, no século V ( Período Clássico da Grécia). Platão e Sócrates são os filósofos mais conhecidos deste período.

Arte

 

(O Taramosalata é o prato nacional da culinária da Grécia)

A arte e a arquitetura das sociedades gregas desde o início da Idade do Ferro (século XI a.C.) até o final do século I a.C. Antes disso (Idade do Bronze), a arte grega do continente e das ilhas (excetuando-se Creta, onde havia uma tradição diferente chamada arte minóica) é conhecida como arte micênica, e a arte grega mais tardia, chamada helenística, é considerada integrante da cultura do Império Romano (arte romana). Os gregos, inicialmente um conjunto de tribos relativamente autônomas que apresentavam fatores culturais comuns, como a língua e a religião, instalaram-se no Peloponeso nos inícios do primeiro milênio antes de Cristo, dando início a uma das mais influentes culturas da Antiguidade. Após a fase orientalizante (de 1100 a 650 a.C.), cujas manifestações artísticas foram inspiradas pela cultura mesopotâmica, a arte grega conheceu um primeiro momento de maturidade durante o período arcaico, que se prolongou até 475 a.C. Marcado pela expansão geográfica, pelo desenvolvimento econômico e pelo incremento das relações internacionais, assistiu-se nesta altura à definição dos fundamentos estéticos e formais que caracterizarão as posteriores produções artísticas gregas. Após as guerras com os Persas, a arte grega adquiriu maior independência em relação às outras culturas mediterrânicas e expandiu-se para todas as suas colônias da Ásia Menor, da Sicília e de Itália (conjunto de territórios conhecidos por Magna Grécia). Protagonizado pela cidade de Atenas, sob o forte patrocínio de Péricles, o último período artístico da Grécia, conhecido por Fase Clássica, estendeu-se desde 475 a.C. até 323 a.C., ano em que o macedônico Alexandre Magno conquistou as cidades-estados do Peloponeso. As manifestações artísticas gregas, que conheceram grande unidade ideológica e morfológica, encontraram os seus alicerces numa filosofia antropocêntrica de sentido racionalista que inspirou as duas características fundamentais deste estilo: por um lado a dimensão humana e o interesse pela representação do homem e, por outro, a tendência para o idealismo traduzido na adoção de cânones ou regras fixas (análogas às leis da natureza) que definiam sistemas de proporções e de relações formais para todas as produções artísticas, desde a arquitetura à escultura.

Referências:
Finley, M. I. Democracy Ancient and Modern. 2d ed., 1985. London: Hogarth.
History of Philosophy, Volume 1 by Frederick Copleston
Brockett, Oscar G. History of the Theatre. sixth ed., 1991. Boston; London: Allyn and Bacon.



- Postado por: Wal Ricardo às 17h31
[ ] [ envie esta mensagem ]



"...Eia, a glória que os dárdanos espera,
do ítalo tronco os descendentes nossos
que a fama ilustrarão dos seus maiores,
Hei de explicar-te e aprenderás teu fado...
...tu, Romano
cuida o mundo em reger, terás por artes
A paz e a lei a ditar, e os povos todos
Poupar submissos debelar soberbos..."

Virgílio, Eneida, Livro VI
Em: Almanack brasiliense n. 1, 2005

 Fonte: Greek Mythology Link - Carlos Parada,
autor de Genealogical Guide to Greek Mythology

Escultura de Gian Lorenzo Bernini, Enéas, Anquises e Ascânio. Galleria Borghese

Cena da Eneida de Vírgilio: o sacerdote troiano Laocoonte
e os filhos são estrangulados por duas serpentes marinhas.

Texto de Paulo Martins* para a Revista Discutindo Literatura,
Edição 07, da Ed. Escala, Entre Gregos e Romanos.

Antes de começar a abordar o tema, faço aqui um pequeno parêntese. É comum, todas as vezes que começamos a ler o maior e melhor poema épico em língua portuguesa, Os Lusíadas, que nosso professor de literatura associe a idéia de Renascimento à tradição cultural greco-romana e, nesse caso específico, à tradição literária da poesia épica, mostrando o quanto Homero é importante como modelo seguido nesse momento histórico dos séculos 15 e 16. Realmente, não há como negar que as epopéias homéricas, Ilíada e Odisséia, são marcos incontestes do mundo grego. Afinal, até mesmo Platão, séculos depois da composição desses dois poemas, afirmara, tratando de Homero em seu livro A República, que “este poeta ensinou a Grécia”.

Nesse sentido, se o poeta grego é o cerne da civilização helênica, também o seria para os romanos e, por conseqüência, para nós, ocidentais. Contudo, a poesia homérica possuía uma característica importante e diferenciada, se comparada, por exemplo, ao Camões épico: a oralidade. Isto é, aquela poesia foi composta entre os séculos 9 e 8 a.C. e transmitida oralmente por cantores antes de ser apropriada pela escrita a partir do século 7 a.C. Tal propriedade determina as características formais do poema como as repetições sistemáticas, a presença de epítetos (aspectos exemplares das personagens) e as formulações lapidares que percorrem os milhares de versos da obra. Assim, se por um lado Homero é semelhante a Camões, por outro ele se distancia gravemente.

Então, quem é a referência do poeta português na Antigüidade Clássica? A resposta é imediata e direta: Virgílio. Tal afirmação seria até certo ponto irresponsável se não existisse um argumento de autoridade que a respaldasse.

Todos sabem que Dante Alighieri (1265-1321), o autor da Divina Comédia, no século 14, é um dos responsáveis pela grande síntese da história literária ocidental, ao associar a cultura medieval católico-cristã ao mundo clássico greco-latino: afinal, a idéia de paraíso, purgatório e inferno é, a um só tempo, cristã e pagã. Sem falarmos da presença de uma personagem fundamental no texto de Dante: seu acompanhante ao mundo dos mortos, Virgílio. Vejam, não é Homero que o acompanha!

Ainda hoje, também, nesse nosso mundo pós-moderno ecoa a voz de um poeta e crítico estadunidense radicado na Inglaterra nos anos 20 do século passado, T.S. Eliot (1888-1965). Ele nos informa sobre a importância de Virgílio para a cultura ocidental ao propor: “Nenhuma língua moderna pode pretender produzir um clássico no sentido que considero Virgílio um clássico. O nosso clássico, o clássico de toda a Europa, é Virgílio”.

Fundação da Nova Tróia

Nascido em Mântua, norte da Península Itálica, em 70 a.C., Virgílio produziu três grandes obras poéticas: As Bucólicas, As Geórgicas e A Eneida. Sua época é a do início do Império, isto é, momento em que a República romana sucumbe como conseqüência das guerras civis e da ditadura de Júlio César. Otávio Augusto assume a função de príncipe e, a partir daí, se estabelece uma sucessão, em certa medida, hereditária que só irá se extinguir com a queda do Império do ocidente, quinhentos anos mais tarde (em 476 da nossa era).

Virgílio, como escritor, está associado à imagem de Augusto, cujo lugar-tenente, Mecenas, aplica-se na constituição de um círculo cultural que serve ao poder, produzindo propaganda para o novo líder. Nesse mesmo grupo, surgem poetas como Propércio e Horácio.

A Eneida, a despeito do fato de ser uma poesia encomendada com a finalidade de exaltar o poder de Augusto, inaugura a possibilidade de constituição da épica, tendo como meio a escrita e, ainda, tendo por trás de si uma tradição literária.

Constituída por 12 cantos, a épica virgiliana trata da fundação de Roma e tem como personagem principal Enéias, guerreiro troiano que foi incumbido pelos deuses de fundar a nova Tróia: Roma. Em sua saga, Enéias percorre um longo caminho até a chegada à região do Lácio, percurso que, do ponto de vista da estrutura do poema, dura exatamente os seis primeiros cantos. E, assim, ao chegar ao local que lhe fora determinado, age, seguindo sua sina, empreendendo guerras de conquista: afinal, é um herói e, como tal, está predestinado a combater. E essa ação heróica percorre os seis cantos finais da epopéia.

O desenrolar do enredo segue a proposição do poema, pois, diz Virgílio logo no primeiro verso: “Arma uirumque cano” (“As armas e o homem canto”), e isto significa que o poema tratará, de um lado, das desventuras de Enéias (homem) e, de outro, das campanhas bélicas empreendidas por ele (armas).

O Altissímo Poeta

Vale lembrar que, para os poetas romanos, a imitação (mimese) é fundamental, portanto não seria possível produzir um texto épico que desconsiderasse Homero. E o poeta de Mântua, engenhosamente, estabelece a conexão de seu poema com a tradição; afinal de contas, essas desventuras do herói relacionam-se com o seu vagar pelo Mar Mediterrâneo, exatamente aquilo que ocorre na Odisséia, quando Ulisses é posto a realizar tarefas semelhantes até conseguir chegar aos braços de Penélope, sua fidelíssima esposa.


Já a segunda parte do texto está ligada a outro poema homérico (Ilíada), uma vez que o suporte é a guerra. Curioso é observarmos que essa mesma estrutura permanece viva na épica moderna de Camões. Não é por acaso que em Os Lusíadas o homem Vasco da Gama e suas desventuras são decantadas.
Na verdade, não há, na literatura dita ocidental, nenhum poema épico que não se apóie na estrutura d’A Eneida, e segundo Curtius:

“Para todo o fim da Antigüidade, para a Idade Média, como para Dante, é Virgílio ‘o altíssimo poeta’”.

* Paulo Martins é professor da graduação e da pós-graduação da USP e doutor em Letras Clássicas pela mesma universidade.
Texto disponível em: http://www.discutindoliteratura.com.br/reporte7eneida.asp

 



- Postado por: Wal Ricardo às 17h08
[ ] [ envie esta mensagem ]



Mitologia Grega 

Características da Mitologia Grega, principais mitos e lendas, deuses gregos, Minotauro, Medusa, Hércules, a influência da religião na vida política, econômica e social dos gregos.

Hércules (ou Héracles),
o maior de todos os heróis gregos,
era filho de Zeus e Alcmena.
Alcmena era a virtuosa esposa de Anfitrião e,
para seduzi-la,
Zeus assumiu a forma de Anfitrião enquanto este estava ausente de casa.
Quando seu marido retornou e descobriu o que tinha acontecido,
ficou tão irado que construiu uma grande pira e teria queimado Alcmena viva,
se Zeus não tivesse mandado nuvens para apagar o fogo,
forçando assim Anfitrião a aceitar a situação.
Nascido, o jovem Hércules rapidamente revelou seu potencial heróico.

Introdução

Os gregos criaram vários mitos para poder passar mensagens para as pessoas e também com o objetivo de preservar a memória histórica de seu povo. Há três mil anos, não havia explicações científicas para grande parte dos fenômenos da natureza ou para os acontecimentos históricos. Portanto, para buscar um significado para os fatos políticos, econômicos e sociais, os gregos criaram uma série de histórias, de origem imaginativa, que eram transmitidas, principalmente, através da literatura oral.

Grande parte destas lendas e mitos chegou até os dias de hoje e são importantes fontes de informações para entendermos a história da civilização da Grécia Antiga. São histórias riquíssimas em dados psicológicos, econômicos, materiais, artísticos,  políticos e culturais.

Entendendo a Mitologia Grega

Os gregos antigos enxergavam vida em quase tudo que os cercavam, e buscavam explicações para tudo. A imaginação fértil deste povo criou personagens e figuras mitológicas das mais diversas. Heróis, deuses, ninfas, titãs e centauros habitavam o mundo material, influenciando em suas vidas. Bastava ler os sinais da natureza, para conseguir atingir seus objetivos. A pitonisa, espécie de sacerdotisa, era uma importante personagem neste contexto. Os gregos a consultavam em seus oráculos para saber sobre as coisas que estavam acontecendo e também sobre o futuro. Quase sempre, a pitonisa buscava explicações mitológicas para tais acontecimentos. Agradar uma divindade era condição fundamental para atingir bons resultados na vida material. Um trabalhador do comércio, por exemplo, deveria deixar o deus Hermes sempre satisfeito, para conseguir bons resultados em seu trabalho.

Os principais seres mitológicos da Grécia Antiga eram :

- Heróis : seres mortais, filhos de deuses com seres humanos. Exemplos : Herácles ou Hércules e Aquiles.
- Ninfas : seres femininos que habitavam os campos e bosques, levando alegria e felicidade.
- Sátiros : figura com corpo de homem, chifres e patas de bode.
- Centauros : corpo formado por uma metade de homem e outra de cavalo.
- Sereias : mulheres com metade do corpo de peixe, atraíam os marinheiros com seus cantos atraentes.
- Górgonas : mulheres, espécies de monstros, com cabelos de serpentes.
Exemplo: Medusa
- Quimeras : mistura de leão e cabra, soltavam fogo pelas ventas.

O Minotauro

 

Minotauro: figura da mitologia grega

É um dos mitos mais conhecidos e já foi tema de filmes, desenhos animados, peças de teatro, jogos etc. Esse monstro tinha corpo de homem e cabeça de touro. Forte e feroz, habitava um labirinto na ilha de Creta. Alimentava-se de sete rapazes e sete moças gregas, que deveriam ser enviadas pelo rei Egeu ao Rei Minos, que os enviavam ao labirinto. Muitos gregos tentaram matar o minotauro, porém acabavam se perdendo no labirinto ou mortos pelo monstro.
Certo dia, o rei Egeu resolveu enviar para a ilha de Creta seu filho, Teseu, que deveria matar o minotauro. Teseu recebeu da filha do rei de Creta, Ariadne, um novelo de lã e uma espada. O herói entrou no labirinto, matou o Minotauro com um golpe de espada e saiu usando o fio de lã que havia marcado todo o caminho percorrido.

Deuses gregos

De acordo com o gregos, os deuses habitavam o topo do Monte Olimpo, principal montanha da Grécia Antiga. Deste local, comandavam o trabalho e as relações sociais e políticas dos seres humanos. Os deuses gregos eram imortais, porém possuíam características de seres humanos. Ciúmes, inveja, traição e violência também eram características encontradas no Olimpo. Muitas vezes, apaixonavam-se por mortais e acabavam tendo filhos com estes. Desta união entre deuses e mortais surgiam os heróis.

Conheça os principais deuses gregos :

Zeus - deus de todos os deuses, senhor do Céu.
Afrodite - deusa do amor, sexo e beleza.
Poseidon - deus dos mares
Hades - deus dos mortos, dos cemitérios e do subterrâneo.
Hera - deusa dos casamentos e da maternidade.
Apolo - deus da luz e das obras de artes.
Artemis - deusa da caça.
Ares - divindade da guerra..
Atena - deusa da sabedoria e da serenidade. Protetora da cidade de Atenas
Hermes - divindade que representava o comércio e as comunicações
Hefestos - divindade do fogo e do trabalho.



- Postado por: Wal Ricardo às 23h37
[ ] [ envie esta mensagem ]



Os Filósofos Gregos

Os antigos filósofos gregos, cujo legado até hoje é incontestável nos âmbitos das ciências humanas e das exatas, foram os primeiros a tentarem explicações científicas para questões relacionadas à Astronomia. Infelizmente, porém, a filosofia grega jogou a civilização humana em algumas posições absurdas, como o Geocentrismo.
A maior parte das primeiras civilizações achava que Terra era o centro do Universo, mas essa teoria ficou ligada ao astrônomo grego Ptolomeu. Seu livro mais importante, o "Almagesto", ditava as regras para o cálculo do movimento de objetos celestes.
Para tentar explicar o movimento retrógrado de alguns planetas, Ptolomeu sugeriu que suas órbitas descreviam uma série complexa de epiciclos (órbitas complexas e de trajetória absurda).
Os principais filósofos gregos a se preocuparem com estas questões foram, pela ordem de nascimento:

Os filósofos gregos Platão e Sócrates (pintura de Rafael)

Aristóteles (384 a.C.-322 a.C.)

Filósofo da Grécia antiga, destacou-se por procurar construir seus conceitos a partir de constatações das realidades do mundo observável, tendo deixado também contribuições propriamente científicas. Os antigos gregos, a partir de Aristóteles, acreditavam que todas as coisas eram compostas a partir de quatro elementos: a Terra, o Fogo, a Água e o Ar. E haveria um quinto elemento, do qual seriam compostas as estrelas.

Aristarco (310 a.C.-250 a.C.)

O astrônomo grego Aristarco foi o primeira a propor que a Terra gira em torno do Sol e em volta de si mesma. Seu modelo heliocêntrico do Universo tinha o Sol estacionário no centro, cercado por planetas que se moviam em órbitas circulares contra um fundo de estrelas fixas e distantes.
O único trabalho conhecido de Aristarco é "Sobre o Tamanho e as Distâncias do Sol e da Lua", um registro de suas tentativas de medir esses tamanhos e distâncias, evidentemente sem nenhuma precisão. Seus cálculos se baseavam na Geometria e nas sombras produzidas num eclipse. Aristarco percebeu que o Sol era muito maior do que a Terra, e a partir daí deduziu que o Sol estava no centro do Universo. A maioria dos gregos não aceitou as idéias de Aristarco, que foram ignoradas.
Por incrível que pareça, o "Almagesto" de Ptolomeu dominaria o estudo da astronomia dos próximos 1.500 anos, com sua visão geocetrista.

Eratóstenes de Cirenia (276 a.C.-195 a.C.)

A pessoa que destruiu definitivamente a idéia da terra plana, ainda em voga, foi o matemático grego Eratóstenes, que mediu com precisão o tamanho da Terra. Ele constatou que ao meio-dia do dia do solstício de verão o Sol ficava a prumo sobre um poço profundo situado em Siena, no Egito. Eratóstenes mediu o ângulo com o qual o Sol passava no mesmo dia sobre Alexandria e chegou ao resultado de 7,2 graus, cerca da qüinquagésima parte do arco do círculo. Como sabia que a distância entre Siena e Alexandria era de 790 km, Eratóstenes multiplicou 50 por 790 e chegou ao número de 39.770 km para a circunferência da Terra, bem próximo do real (cerca de 40.000 km).
Considerando-se a precisão dos instrumentos disponíveis há 2.200 anos, este resultado pode ser considerado surpreendente.

Hiparco (?-127 a.C.)

A grande descoberta do astrônomo grego Hiparco foi a trajetória do Sol no céu. Observando a estrela Spica, na constelação da Virgem, ele descobriu a precessão dos equinócios (um deslocamento aparente das estrelas ao longo de um período de 25.800 anos, causado pelo movimento da Terra sobre o seu eixo).>/p>
Hiparco calculou o ano solar em 365 dias e 6 horas, com uma impressionante diferença de apenas sete minutos em relação ao tempo real (365 dias, 5 horas, 48 minutos e 46 segundos) e o período lunar em 29 dias, 12 horas, 44 minutos e 2,5 segundos (na realidade, 29 dias, 12 horas e 18 minutos). Isso tornou possível prever os eclipses da Lua com margem inferior a uma hora.
Também calculou as distâncias entre a Terra e o Sol e a Terra e a Lua. Foi o autor do primeiro catálogo de estrelas (com um total de 850 itens), concluído em 129 a.C., que ainda era usado 1.800 anos mais tarde. Neste catálogo as estrelas são classificadas por um sistema que é a base da atual escala de magnitude aparente.

Ptolomeu (90–168 d.C.)

Claudius Ptolemaeus foi um filósofo e matemático grego que contaminou a astronomia durante um milênio e meio após a sua morte. O termo "universo ptolomaico" descreve sua visão do Universo, com a Terra no centro, amplamente aceita até o século XVII e imposta pela famigerada Inquisição da Igreja Católica.
Ptolomeu expandiu o trabalho de astrônomos da antigüidade como Hiparco com uma coleção de 13 livros, dos quais o mais importante é o "Almagesto".

Fonte:Enciclopédia do Espaço e do Universo - Copyright © 1996 Dorling Kindersley e Tradução Brasileira Copyright © 1997 Editora Globo S.A.



- Postado por: Wal Ricardo às 09h57
[ ] [ envie esta mensagem ]



MULHERES NA ANTIGUIDADE

Mulheres da antiguidade e 

Mulher na sociedade Grega

Grécia arcaica: Foramaram altamente veneradas pela sociedade em que viviam, pois, possuíam o domínio da fecundidade, tendo como conseqüência a possibilidade de escolher seus parceiros e como teriam seus filhos, além de viver em relativa igualdade de condições com os homens, pelo menos em comparação com a maior parte dos povos do Mar Mediterrâneo, Europa e Oriente Médio onde tinha mais liberdade.

"Com a tomada da Península Balcânica, as mulheres perderam seu espaço, com o surgimento da sociedade patriarcal, da qual os homens exerciam seu domínio".

Governo de Clístenes: Legalizou a exclusão das mulheres, escravos e estrangeiros da democracia ateniense.

- A religião da cidade foi a única atividade cívica aberta às mulheres e às filhas dos cidadãos atenienses.

Mulheres Atenienses: Davam total assistência aos maridos e aos filhos, podendo sair de casa apenas para visitar os pais, freqüentar casas de banho e participar de algumas festas religiosas.

Mulheres livres de Esparta: Possuíam maior liberdade que as atenienses: podiam opinar na política, fazer ginástica, ir às festas, ir ao mercado e participar do comércio.

Concubinato: Uma espécie de semi-casamento, alguns casos até uma semi-prostituição em troca de uma velhice tranqüila.

Aristocracia Patriarcal: Se agregava à filosofia (que ora criticava, ora sustentava), para reforçar a ideologia de que os homens eram superiores às mulheres, por isso, deveria submetê-las a sua suposta condição de inferioridade.

Protágoras de Abdera:  Filósofo "a favor das mulheres".

Para ele, todos os seres humanos eram dotados de capacidade para administrar ou governar uma cidade.

Séc. IV: - Mulheres atenienses: já podiam administrar a casa ou domínio da família.

– Mulheres espartanas: podiam controlar os negócios externos e suas casas, tais como algumas atividades comerciais.

Séc. VIII: as mulheres gregas tinham uma importância fundamental para as relações de poder dos reinos gregos, pois os laços matrimoniais consolidavam ou destruíam alianças políticas entre os mesmos.

Mulher na sociedade Romana

Períodos: 

Republicano: colaboravam com o marido na administração da casas, festas e vida pública.

 Imperial: as que não queriam ser mães tinham as mesmas características que as mulheres espartanas, como discutirem política, por exemplo, m as a maioria delas eram sempre submissas ao marido. Mas, além de algumas exceções, a mulher romana estava sempre sob o poder de um homem, fosse ele marido, tutor ou chefe do lar.

- Algumas mulheres romanas buscaram na diversão uma forma de igualdade aos homens, como freqüentar anfiteatros divertindo-se com as lutas dos gladiadores.

Já as mulheres dos imperadores travaram grandes lutas nos bastidores do poder, as quais defendiam o trono para seus filhos, irmãos e amantes. Pois, de acordo com o sistema de valores predominantes na sociedade romana, estas mulheres da alta sociedade deveriam contentar-se com as satisfações alheias, o êxito dos homens e do Estado, enquanto cuidavam da nova geração masculina. Entretanto as mulheres nobres estavam suficientemente liberadas de tabus sexuais para mostrarem publicamente sua liberdade de costumes, apesar de terem sido punidas como exílio ou com a morte por causa de seus atos e desejos.

No Período Imperial: as mulheres foram atraídas para um novo credo religioso, cuja idéia central diferenciava-se de outras religiões no que referia-se à purificação, à castidade e ao celibato: o cristianismo, que pregava que todas as pessoas eram iguais perante a Deus, fossem elas escrevas, homens e mulheres ou crianças. Isto foi entendido por muitas mulheres como uma forma de libertação através de sua elevação espiritual.

 



- Postado por: Wal Ricardo às 11h11
[ ] [ envie esta mensagem ]



Diógenes de Sínope

Diógenes, de John William Waterhouse,
mostrando sua lâmpada,
seu barril e as cebolas das quais ele se nutria.

Diógenes de Sínope, em grego antigo, "Διογένης ὁ Σινωπεύς" (c. 413 a.C., Sinop, hoje na Turquia – c. 323 a.C., Corinto), foi um filósofo grego e talvez o maior representante do Cinismo.

Essa escola filosófica foi fundada por Antístenes de Atenas, que fora discípulo de Sócrates e mestre de Diógenes.
Segundo Diógenes Laércio, a morte de Diógenes ocorreu no mesmo dia em que Alexandre, o Grande, morreu na Babilônia.

Outra lenda conta que Sócrates morreu no dia em que Diógenes nasceu.
Segundo a tradição, Diógenes vivia a perambular pelas ruas na mais completa miséria até que um dia foi aprisionado por piratas para, posteriormente, ser vendido como escravo.

Um homem com boa educação chamado Xeníades o comprou.

Logo ele pôde constatar a inteligência de seu novo escravo e lhe confiou tanto a gerência de seus bens quanto a educação de seus filhos.
Diógenes levou ao extremo os preceitos cínicos de seu mestre Antístenes.

Foi o exemplo vivo que perpetuou a indiferença cínica perante o mundo.

Desprezava a opinião pública e parece ter vivido em uma pipa ou barril.

Seus únicos bens eram um alforje, um bastão e uma tigela (que simbolizavam o desapego e auto-suficiência perante o mundo), sendo ele conhecido como o filósofo que vivia como um cão.

A felicidade - entendida como autodomínio e liberdade espiritual - era a verdadeira realização de uma vida.

Sua filosofia combatia o prazer, o desejo e a luxúria pois isto impedia a auto-suficiência.

A virtude - como em Aristóteles deveria ser praticada e isto era mais importante que teorias sobre a virtude.

Diógenes é tido como o primeiro homem a afirmar,

"Sou uma criatura do mundo (cosmos), e não de um estado ou uma cidade (polis) particular",

manifestando assim um cosmopolitismo relativamente raro em seu tempo.
Diógenes parece ter escrito tragédias ilustrativas da condição humana e também uma República que teria influênciado Zenão de Cítio, fundador do estoicismo.

De fato, a influência cínica sobre o estoicismo é bastante saliente.

Provavelmente, Diógenes foi o mais folclórico dos filósofos.

São inúmeras as histórias que se contavam sobre ele já na Antigüidade.

É famosa, por exemplo, a história de que ele saía em plena luz do dia com uma lanterna acesa procurando por homens verdadeiros (ou seja, homens auto-suficientes e virtuosos).

Igualmente famosa é sua história com Alexandre, o Grande, que, ao encontrá-lo, ter-lhe-ia perguntado o que poderia fazer por ele. Acontece que devido à posição em que se encontrava, Alexandre fazia-lhe sombra. Diógenes, então, olhando para o Sol, disse: "Não me tires o que não me podes dar!". Essa resposta impressionou vivamente Alexandre, que, na volta, ouvindo seus oficiais zombarem de Diógenes, disse: "Se eu não fosse Alexandre, queria ser Diógenes." Outra história famosa é a de que, tendo sido repreendido por estar se masturbando em público, simplesmente exclamou: "Oh! Mas que pena que não se possa viver apenas esfregando a barriga!"

O reecontro de Diógenes e de Alexandre

Sua obra
 
O reecontro de Diógenes e de Alexandre é em parte por causa de seu comportamento escandaloso, que os escritos de Diógenes caíram no quase total esquecimento.

Com efeito, a politeia (a República) escrita por Diógenes, remenda e se apóia mais tarde na politeia de Zenão (um estóico), ataca numerosos valores do mundo grego, preconizando, entre outros, a anropofagia, a liberdade sexual total, a indiferença à sepultura, a igualdade entre homens e mulheres, a negação do sagrado, a arrecadação em prol da cidade e de suas leis, a supressão das armas e da moeda. por outro lado, Diógenes considerava o amor como sendo absurdo :

não se deve apegar-se a outra pessoa.

Certos estóicos, portanto próximos da corrente cínica de Diógenes, parecem ter preferido dissimular e esquecer essa herança julgada embaraçosa.

(Conteúdo retirado da Wikipédia)

Wä£ ®¡¢ä®ðö

 


 



- Postado por: Wal Ricardo às 09h46
[ ] [ envie esta mensagem ]



LINDA IMAGEM

Lua cheia sobre o antigo templo de Octavia em Corinto,

no sul da Grécia, na noite de segunda-feira (24/12/2007),

em imagem divulgada nesta-terça (25/12/2007) por

www.uol.com.br

 

 



- Postado por: Wal Ricardo às 14h06
[ ] [ envie esta mensagem ]



 

O Natal dos Deuses Cristãos

(Cronos, devorando um de seus filhos "Goya")

As primeiras manifestações de religiosidade do Homem relacionavam-se com o culto das forças da natureza e, mais ainda do que de uma explicação divina para uma «vida depois da morte», elas nasceram do temor e da falta de compreensão para os fenómenos naturais, desde o vento à chuva ou aos relâmpagos, até à própria periodicidade dos ciclos solar ou lunar.

É por isso absolutamente normal que o Homem, animista nas suas origens religiosas, fosse também natural e quase geneticamente politeísta.
O desenvolvimento e a evolução do Homem vieram ao longo de milhares de anos trazer uma maior complexidade aos seus cultos religiosos, sempre com uma natureza politeísta.

No entanto, nalgumas civilizações da antiguidade ainda assistimos a tentativas mais ou menos sucedidas de unificação de divindades, embora normalmente protagonizadas por sacerdotes ou por governantes mais interessados na unificação e no poder temporal que daí poderia resultar.

O crescente desenvolvimento do cristianismo encontrou no Império Romano uma população de uma profunda religiosidade e, também por isso, uma riquíssima mitologia, com deuses para todos os gostos, feitios e ocasiões.

De tal modo, que em determinada altura o próprio Imperador Constantino (também influenciado pela sua própria mulher, Santa Helena, entretanto convertida) acabou por achar melhor adoptar o sábio princípio: «se não os podes vencer, junta-te a eles».

Sem nunca se ter convertido, Constantino acabou por tolerar o cristianismo e, juntamente com Licínio, o tetrarca Oriental (a quem escassos onze anos mais tarde mandou matar, assim tomando o controle de todo o Império Romano) assinou em 313 o Édito de Milão, que proclamava a independência do Império em relação a quaisquer credos religiosos, fazendo devolver aos cristãos as propriedades e os lugares de culto confiscados.

A partir de então, em todo o Império Romano o cristianismo convive pacificamente com a religião tradicional pagã (no sentido de religião politeísta ou não cristã, embora a designação se aplique também às religiões distintas da judaica, que também beneficiou desta tolerância e convivência pacífica inter-religiosa).

Mas muito havia para esclarecer, explicar e estabelecer nessa nova religião que era o cristianismo.
Até que no ano 325 Constantino convoca o Concílio de Niceia.
Com a presença de mais de 300 bispos (nomeados por líderes religiosos locais e pelo próprio Constantino), o primeiro concílio ecuménico ? que marca o início da Igreja Católica ? visava antes de mais condenar o «Arianismo», uma heresia que nega a divindade de Jesus Cristo.

O «mistério» da Santíssima Trindade encontra nesta concílio as bases da sua fundamentação, com a aprovação pela maioria dos bispos presentes (e não pela sua unanimidade, tendo ficado célebres as perseguições de Constantino aos bispos discordantes) da ideia de que Jesus é da mesma ?substância? e da mesma ?essência?, isto é, a mesma entidade existente do Pai.
Ou seja, haveria somente um Deus e não dois: a distinção entre o Pai e o Filho está dentro da «unidade divina».

O Filho é Deus no mesmo sentido em que o Pai o é.
O próprio «Credo» de Constantino, saído do Concílio de Niceia, reconhece a divindade de Jesus Cristo, dizendo que o Filho e o Pai são ?de uma única substância? e que o Filho é «gerado», (único gerado, ou unigénito), mas não no sentido de «feito».

Desesperado para encontrar uma nova religião de massas através da qual pudesse controlar o povo, é no concílio de Niceia que Constantino molda o cristianismo a seu bel-prazer e ora faz inscrever ora faz abolir da Bíblia os textos e os evangelhos que acha mais apropriados, re-escrevendo-os e adaptando-os às suas políticas e aos seus interesses e depurando-os de contradições entre si.

Foi no Concílio de Niceia que foi decidido quais os evangelhos que tinham sido inspirados pelo Espírito Santo e que, por isso, eram os únicos dignos de figurar na Bíblia, os «evangelhos canónicos», por oposição aos evangelhos indignos dessa honra, conhecidos por «evangelhos apócrifos» ou «gnósticos».

Várias são as versões que contam como se deu a separação entre os evangelhos canónicos e apócrifos:
Há quem diga que, durante o Concílio, estando os bispos em oração, os evangelhos inspirados foram depositar-se no altar por si só.
Uma outra versão relata que todos os evangelhos foram colocados por sobre o altar, e os apócrifos caíram ao chão...
Outra ainda afirma que o Espírito Santo entrou no recinto do Concílio em forma de pomba e foi pousando no ombro direito de cada bispo, segredando aos seus ouvidos os evangelhos inspirados.

Depois, e na melhor tradição do costume babilónico da deificação do rei ou do imperador, foi com uma habilidade notável que Constantino aproveitou as festas, os costumes e os princípios pagãos e judaicos, já conhecidos e tradicionais no Império, para os adaptar e criar a doutrina desta nova religião, em progressivo crescimento e implantação popular.
Exemplo paradigmático disso é a festa pagã do Solstício de Inverno, adaptada ao Natal e às comemorações do nascimento de Jesus Cristo.

Esta nova Igreja, a Igreja Católica fundada no Concílio de Niceia («Creio na Igreja, una, santa, católica e apostólica...») está, pois, bem longe de ser a «Igreja Primitiva dos Apóstolos» e, obviamente, não foi fundada por Pedro.
Poderá até dizer-se que o seu primeiro Papa foi Constantino.

Quando morreu, em 337, Constantino foi baptizado e enterrado como um verdadeiro décimo terceiro Apóstolo, e na iconografia eclesiástica, veio a ser representado recebendo a coroa das mão de Deus.

Mais tarde, já com Teodósio, o cristianismo haveria de tornar-se a religião oficial do Império, institucionalizando-se profundamente na sociedade romana e constituindo um polo de união comum a todos os territórios conquistados, surgindo o profissionalismo religioso e toda uma estrutura teológica e uma casta sacerdotal dominante, que se impunha aos fiéis proclamando de forma rígida e autoritária que «fora da Igreja não há salvação».

Quase dezassete séculos depois do Concílio de Niceia comemora-se uma vez mais o Solstício de Inverno, transformado habilmente por Constantino nas comemorações do nascimento do Deus dos cristãos.

O Concílio de Niceia foi de tal modo primordial para o cristianismo ? e para a religião católica em particular ? que ainda hoje os seus fundamentos e princípios doutrinais e filosóficos são precisamente os mesmos que foram inventados por Constantino.

Até é precisamente o mesmo o raciocínio e o hábil jogo de palavras que faz passar o cristianismo por... uma religião monoteísta.

De facto, é através de um mero jogo de palavras a que chama um «Mistério», isto é, um dogma que não tem explicação possível, que esta religião persiste em fazer-se passar como «uma das três grandes religiões monoteístas do mundo».

Mas que de monoteísta nada tem!

Só deuses tem três: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Podem os mais fiéis defensores do «Mistério da Santíssima Trindade» dizer que estes três deuses são, afinal, um só.
Mas o que é facto é que eu conto três: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Quanto ao Deus «Espírito Santo», que à boa maneira cristã é de formulação masculina, sempre se diga ainda que, com a sua atitude típica e persistentemente misógina, os católicos perderam a oportunidade de tornar a sua origem e a sua explicação bem mais interessante.
Poderiam, por exemplo, ter dado mais atenção ao apóstolo Filipe que nos transmitiu no seu evangelho gnóstico, excluído por Constantino da honra de figurar na Bíblia entre os evangelhos canónicos:

Alguns dizem que Maria concebeu do Espírito Santo.
Erram, não sabem o que dizem.
Quando é que uma mulher concebeu de uma mulher?

A explicação para este aparente contra-senso é bem simples:
É que em grego, língua original em que foram escritos os evangelhos e até em copta, o idioma para que foram em primeiro lugar traduzidos antes de transpostos para os idiomas actuais, «Espírito Santo»... é do género feminino!
E assim, com uma simples mudança do género de uma palavra numa tradução, a Igreja Católica perdeu a oportunidade de respeitar a «Santíssima Trindade» na formulação original de «Sagrada Família», isto é, de Pai, Mãe e Filho.

Depois, a estes três deuses acresce a mãe do Deus Filho.
De tal modo deificada que, tal como Jesus Cristo, e apesar falta de sustentação bíblica para tal, foi feita subir ao Céu em corpo e alma após a sua morte terrena.
E já vão quatro!

De tal forma que, assumindo várias personalidades consoante as regiões geográficas, e multiplicando-se como que para afirmar o politeísmo cristão, a Nossa Senhora de Fátima, ou de Lourdes, ou a Virgem Negra polaca, ou a Virgem de Guadalupe sul-americana, concorrem mesmo com os três principais deuses na devoção dos cristãos.
Diz-se mesmo que o Papa João Paulo II, conhecido como «devoto mariano», mais que aos seus próprios patrões rezava à mãe do Deus Filho.

Depois, aparecem os santos. Que se contam aos milhares!
E que são tão deuses como os outros deuses, pois com eles concorrem na adoração dos fiéis cristãos e como eles são omnipotentes e omnipresentes.

E não é essa a definição de «Deus»?

De tal modo, que em todos os cristãos existe um «santo de devoção», frequentemente corporizado numa imagem ou num ícone, a quem se pede um favor, uma graça, ou «uma cunha» para um emprego, para a cura de uma doença ou para um prémio no Euromilhões.

Foi também com um hábil jogo de palavras que o Segundo Concílio de Niceia (o sétimo Concílio Ecuménico), realizado no ano de 787, distinguiu o que é «adoração» do que é «veneração».
E estipulou que pedinchar uma coisa a um Deus, se chama «adorar»; e que pedinchar a mesma coisa a um santo se chama «venerar».
Embora os resultados previsíveis da pedinchice sejam basicamente os mesmos.

Não admira, pois, que os cristãos, com um folclore, uma mitologia e uma iconoclastia tão rica, sejam tão preocupados e cuidadosos a celebrar o Natal.

Wä£ ®¡¢ä®ðö

"MITOLOGIA GREGA E ROMANA NO MUNDO DOS FILÓSOFOS"

ESTÁ PARTICIPANDO DO GIRABLOGS IV  COM O TEMA

" NATAL " 

PORTANTO INDICA COM MUITO CARINHO O BLOG ABAIXO

 

(click na imagem acima para entrar no blog Noites Sem Fim II) 



- Postado por: Wal Ricardo às 14h35
[ ] [ envie esta mensagem ]



Sócrates, o Filósofo

A Vida

Quem valorizou a descoberta do homem feita pelos sofistas, orientando-a para os valores universais, segundo a via real do pensamento grego, foi Sócrates.

Nasceu Sócrates em 470 ou 469 a.C., em Atenas, filho de Sofrônico, escultor, e de Fenáreta, parteira.
Aprendeu a arte paterna, mas dedicou-se inteiramente à meditação e ao ensino filosófico, sem recompensa alguma, não obstante sua pobreza.
Desempenhou alguns cargos políticos e foi sempre modelo irrepreensível de bom cidadão.
Combateu a Potidéia, onde salvou a vida de Alcebíades e em Delium, onde carregou aos ombros a Xenofonte, gravemente ferido.
Formou a sua instrução sobretudo através da reflexão pessoal, na moldura da alta cultura ateniense da época, em contato com o que de mais ilustre houve na cidade de Péricles.

Inteiramente absorvido pela sua vocação, não se deixou distrair pelas preocupações domésticas nem pelos interesses políticos.

Quanto à família

Podemos dizer que Sócrates não teve, por certo, uma mulher ideal na quérula Xantipa; mas também ela não teve um marido ideal no filósofo, ocupado com outros cuidados que não os domésticos.

Quanto à política

Foi ele valoroso soldado e rígido magistrado.
Mas, em geral, conservou-se afastado da vida pública e da política contemporânea, que contrastavam com o seu temperamento crítico e com o seu reto juízo.
Julgava que devia servir a pátria conforme suas atitudes, vivendo justamente e formando cidadãos sábios, honestos, temperados diversamente dos sofistas, que agiam para o próprio proveito e formavam grandes egoístas, capazes unicamente de se acometerem uns contra os outros e escravizar o próximo.

Entretanto, a liberdade de seus discursos, a feição austera de seu caráter, a sua atitude crítica, irônica e a conseqüente educação por ele ministrada, criaram descontentamento geral, hostilidade popular, inimizades pessoais, apesar de sua probidade.
Diante da tirania popular, bem como de certos elementos racionários, aparecia Sócrates como chefe de uma aristocracia intelectual.
Esse estado de ânimo hostil a Sócrates concretizou-se, tomou forma jurídica, na acusação movida contra ele por Mileto, Anito e Licon: de corromper a mocidade e negar os deuses da pátria introduzindo outros.
Sócrates desdenhou defender-se diante dos juizes e da justiça humana, humilhando-se e desculpando-se mais ou menos.
Tinha ele diante dos olhos da alma não uma solução empírica para a vida terrena, e sim o juízo eterno da razão, para a imortalidade.
E preferiu a morte.
Declarado culpado por uma pequena minoria, assentou-se com indômita fortaleza de ânimo diante do tribunal, que o condenou à pena capital com o voto da maioria.

Tendo que esperar mais de um mês a morte no cárcere, pois uma lei vedava as execuções capitais durante a viagem votiva de um navio a Delos o discípulo Criton preparou e propôs a fuga ao Mestre.
Sócrates, porém, recusou, declarando não querer absolutamente desobedecer às leis da pátria.
E passou o tempo preparando-se para o passo extremo em palestras espirituais com os amigos.
Especialmente famoso é o diálogo sobre a imortalidade da alma que se teria realizado pouco antes da morte e foi descrito por Platão no Fédon com arte incomparável.
Suas últimas palavras dirigidas aos discípulos, depois de ter sorvido tranqüilamente a cicuta, foram: "Devemos um galo a Esculápio".
É que o deus da medicina tinha-o livrado do mal da vida com o dom da morte. Morreu Sócrates em 399 a.C. com 71 anos de idade.

Método de Sócrates

É a parte polêmica.
Insistindo no perpétuo fluxo das coisas e na variabilidade extrema das impressões sensitivas determinadas pelos indivíduos que de contínuo se transformam, concluíram os sofistas pela impossibilidade absoluta e objetiva do saber.
Sócrates restabelece-lhe a possibilidade, determinando o verdadeiro objeto da ciência.
O objeto da ciência não é o sensível, o particular, o indivíduo que passa; é o inteligível, oconceitoque se exprime pela definição.
Este conceito ou idéia geral obtém-se por um processo dialético por ele chamado indução e que consiste em comparar vários indivíduos da mesma espécie, eliminar-lhes as diferenças individuais, as qualidades mutáveis e reter-lhes o elemento comum, estável, permanente, a natureza, a essência da coisa.
Por onde se vê que a indução socrática não tem o caráter demonstrativo do moderno processo lógico, que vai do fenômeno à lei, mas é um meio de generalização, que remonta do indivíduo à noção universal.
Praticamente, na exposição polêmica e didática destas idéias, Sócrates adotava sempre o diálogo, que revestia uma dúplice forma, conforme se tratava de um adversário a confutar ou de um discípulo a instruir.
No primeiro caso, assumia humildemente a atitude de quem aprende e ia multiplicando as perguntas até colher o adversário presunçoso em evidente contradição e constrangê-lo à confissão humilhante de sua ignorância.
É a ironiasocrática. No segundo caso, tratando-se de um discípulo (e era muitas vezes o próprio adversário vencido), multiplicava ainda as perguntas, dirigindo-as agora ao fim de obter, por indução dos casos particulares e concretos, um conceito, uma definição geral do objeto em questão.
A este processo pedagógico, em memória da profissão materna, denominava ele maiêutica ou engenhosa obstetrícia do espírito, que facilitava a parturição das idéias.

Filosofia de Sócrates

"Conhece-te a ti mesmo."

O lema em que Sócrates cifra toda a sua vida de sábio.
O perfeito conhecimento do homem é o objetivo de todas as suas especulações e a moral, o centro para o qual convergem todas as partes da filosofia.
A psicologia serve-lhe de preâmbulo, a teodicéia de estímulo à virtude e de natural complemento da ética.

Em psicologia, Sócrates professa a espiritualidade e imortalidade da alma, distingue as duas ordens de conhecimento, sensitivo e intelectual, mas não define o livre arbítrio, identificando a vontade com a inteligência.

Em teodicéia, estabelece a existência de Deus:
a) com o argumento teológico, formulando claramente o princípio: tudo o que é adaptado a um fim é efeito de uma inteligência;
b) com o argumento, apenas esboçado, da causa eficiente: se o homem é inteligente, também inteligente deve ser a causa que o produziu;
c) com o argumento moral: a lei natural supõe um ser superior ao homem, um legislador, que a promulgou e sancionou.

Deus não só existe, mas é também Providência, governa o mundo com sabedoria e o homem pode propiciá-lo com sacrifícios e orações.

Apesar destas doutrinas elevadas, Sócrates aceita em muitos pontos os preconceitos da mitologia corrente que ele aspira reformar.

A Moral

É a parte culminante da sua filosofia.
Sócrates ensina a bem pensar para bem viver.
O meio único de alcançar a felicidade ou semelhança com Deus, fim supremo do homem, é a prática da virtude.
A virtude adquiri-se com a sabedoria ou, antes, com ela se identifica.
Esta doutrina, uma das mais características da moral socrática, é conseqüência natural do erro psicológico de não distinguir a vontade da inteligência.

Conclusão: grandeza moral e penetração especulativa, virtude e ciência, ignorância e vício são sinônimos.
"Se músico é o que sabe música, pedreiro o que sabe edificar, justo será o que sabe a justiça".

Sócrates reconhece também, acima das leis mutáveis e escritas, a existência de uma lei natural independente do arbítrio humano, universal, fonte primordial de todo direito positivo, expressão da vontade divina promulgada pela voz interna da consciência.

Sublime nos lineamentos gerais de sua ética, Sócrates, em prática, sugere quase sempre a utilidade como motivo e estímulo da virtude.
Esta feição utilitarista empana-lhe a beleza moral do sistema.

Como Sócrates é o fundador da ciência em geral, mediante a doutrina do conceito, assim é o fundador, em particular da ciência moral, mediante a doutrina de que eticidade significa racionalidade, ação racional.
Virtude é inteligência, razão, ciência, não sentimento, rotina, costume, tradição, lei positiva, opinião comum.
Tudo isto tem que ser criticado, superado, subindo até à razão, não descendo até à animalidade como ensinavam os sofistas.
É sabido que Sócrates levava a importância da razão para a ação moral até àquele intelectualismo que, identificando conhecimento e virtude bem como ignorância e vício tornava impossível o livre arbítrio.

Entretanto, como a gnosiologia socrática carece de uma especificação lógica, precisa afora a teoria geral de que a ciência está nos conceitos assim a ética socrática carece de um conteúdo racional, pela ausência de uma metafísica.
Se o fim do homem for o bem realizando-se o bem mediante a virtude, e a virtude mediante o conhecimento Sócrates não sabe, nem pode precisar este bem, esta felicidade, precisamente porque lhe falta uma metafísica.
Traçou, todavia, o itinerário, que será percorrido por Platão e acabado, enfim, por Aristóteles.
Estes dois filósofos, partindo dos pressupostos socráticos, desenvolverão uma gnosiologia acabada, uma grande metafísica e, logo, uma moral.

Conclusão do trabalho
falando sobre a Gnosiologia de Sócrates

O interesse filosófico de Sócrates volta-se para o mundo humano, espiritual, com finalidades práticas, morais.
Como os sofistas, ele é cético a respeito da cosmologia e, em geral, a respeito da metafísica; trata-se, porém, de um ceticismo de fato, não de direito, dada a sua revalidação da ciência.
A única ciência possível e útil é a ciência da prática, mas dirigida para os valores universais, não particulares.
Vale dizer que o agir humano - bem como o conhecer humano se baseia em normas objetivas e transcendentes à experiência.
O fim da filosofia é a moral; no entanto, para realizar o próprio fim, é mister conhecê-lo; para construir uma ética é necessário uma teoria; no dizer de Sócrates, a gnosiologia deve preceder logicamente a moral.
Mas, se o fim da filosofia é prático, o prático depende, por sua vez, totalmente, do teorético, no sentido de que o homem tanto opera quanto conhece: virtuoso é o sábio, malvado, o ignorante.
O moralismo socrático é equilibrado pelo mais radical intelectualismo, racionalismo, que está contra todo voluntarismo, sentimentalismo, pragmatismo, ativismo.
A filosofia socrática, portanto, limita-se à gnosiologia e à ética, sem metafísica.
A gnosiologia de Sócrates, que se concretizava no seu ensinamento dialógico, donde é preciso extraí-la, pode-se esquematicamente resumir nestes pontos fundamentais: ironia, maiêutica, introspecção, ignorância, indução, definição.
Antes de tudo, cumpre desembaraçar o espírito dos conhecimentos errados, dos preconceitos, opiniões; este é o momento da ironia, isto é, da crítica.
Sócrates, de par com os sofistas, ainda que com finalidade diversa, reivindica a independência da autoridade e da tradição, a favor da reflexão livre e da convicção racional.
A seguir será possível realizar o conhecimento verdadeiro, a ciência, mediante a razão.
Isto quer dizer que a instrução não deve consistir na imposição extrínseca de uma doutrina ao discente, mas o mestre deve tirá-la da mente do discípulo, pela razão imanente e constitutiva do espírito humano, a qual é um valor universal.
É a famosa maiêutica de Sócrates, que declara auxiliar os partos do espírito, como sua mãe auxiliava os partos do corpo.

Esta interioridade do saber, esta intimidade da ciência que não é absolutamente subjetivista, mas é a certeza objetiva da própria razão patenteiam-se no famoso dito socrático

"conhece-te a ti mesmo"

que, no pensamento de Sócrates, significa precisamente consciência racional de si mesmo, para organizar racionalmente a própria vida.
Entretanto, consciência de si mesmo quer dizer, antes de tudo, consciência da própria ignorância inicial e, portanto, necessidade de superá-la pela aquisição da ciência.
Esta ignorância não é, por conseguinte, ceticismo sistemático, mas apenas metódico, um poderoso impulso para o saber, embora o pensamento socrático fique, de fato, no agnosticismo filosófico por falta de uma metafísica, pois, Sócrates achou apenas a forma conceptual da ciência, não o seu conteúdo.

O procedimento lógico para realizar o conhecimento verdadeiro, científico, conceptual é, antes de tudo, a indução:
isto é, remontar do particular ao universal, da opinião à ciência, da experiência ao conceito.

Este conceito é, depois, determinado precisamente mediante a definição, representando o ideal e a conclusão do processo gnosiológico socrático, e nos dá a essência da realidade.


Algumas frases e pensamentos

atribuídos ao filósofo Sócrates

A vida que não passamos em revista não vale a pena viver.
A palavra é o fio de ouro do pensamento.
Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância.
É melhor fazer pouco e bem, do que muito e mal.
Alcançar o sucesso pelos próprios méritos. Vitoriosos os que assim procedem.
A ociosidade é que envelhece, não o trabalho.
O início da sabedoria é a admissão da própria ignorância.
Chamo de preguiçoso o homem que podia estar melhor empregado.
Há sabedoria em não crer saber aquilo que tu não sabes.
Não penses mal dos que procedem mal; pense somente que estão equivocados.
O amor é filho de dois deuses, a carência e a astúcia.
A verdade não está com os homens, mas entre os homens.
Quatro características deve ter um juiz: ouvir cortesmente, responder sabiamente, ponderar prudentemente e decidir imparcialmente.
Quem melhor conhece a verdade é mais capaz de mentir.
Sob a direção de um forte general, não haverá jamais soldados fracos.
Todo o meu saber consiste em saber que nada sei.
Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Universo de Deus.

(Material de diversas pesquisas realizadas na internet)

Wä£ ®¡¢ä®ðö

 



- Postado por: Wal Ricardo às 17h20
[ ] [ envie esta mensagem ]



PLATÃO DE ATENAS E SUAS EMOÇÕES

 

(Detalhe de Platão, na Escola de Atenas, obra do renascentista Rafael)

Platão de Atenas (428/27 a.C. — 347 a.C.)foi um filósofo grego.
Discípulo de Sócrates,
fundador da Academia e mestre de Aristóteles.
Acredita-se que seu nome verdadeiro tenha sido Aristócles;
Platão era um apelido que, provavelmente,
fazia referência à sua caracteristica física,
tal como o porte atlético ou os ombros largos,
ou ainda a sua ampla capacidade intelectual de tratar de diferentes temas.
Πλάτος (plátos), em grego significa amplitude, dimensão, largura.
Sua filosofia é de grande importância e influência.
Platão ocupou-se com vários temas, entre eles ética, política,
metafísica e teoria do conhecimento.

Vida

Platão (em grego Πλάτων) nasceu um ano após a morte do estadista ateniense Péricles. Seu pai, Aristão , tinha como ancestral o rei Codros e sua mãe, Perictione, tinha Sólon entre seus antepassados. Inicialmente, Platão entusiasmou-se com a filosofia de Crátilo, um seguidor de Heráclito. No entanto, por volta dos 20 anos, encontrou o filósofo Sócrates e tornou-se seu discípulo até a morte deste. Pouco depois de 399 a.C., Platão esteve em Mégara com alguns outros discípulos de Sócrates, hospedando-se na casa de Euclides. Em 388 a.C., quando já contava quarenta anos, Platão viajou para a Magna Grécia com o intuito de conhecer mais de perto comunidades pitagóricas. Nesta ocasião, veio a conhecer Arquitas de Tarento. Ainda durante essa viagem, Dionísio I convidou Platão para ir a Siracusa, na Sicília. Platão parte para Siracusa com a esperança de lá implantar seus ideais políticos. No entanto, acabou por se desentender com o tirano local e retorna para Atenas.

Em seu retorno, funda a Academia. A instituição logo adquire prestígio e a ela acorriam inúmeros jovens em busca de instrução e até mesmo homens ilustres a fim de debater idéias. Em 367 a.C., Dionísio I morre, e Platão retorna a Siracusa a fim de mais uma vez tentar implementar suas ideias políticas na corte de Dionísio II. No entanto, o desejo do filósofo foi novamente frustrado. Em 361 a.C. volta pela última vez a Siracusa com o mesmo objetivo e pela terceira vez fracassa. De volta a Atenas em 360 a.C., Platão permaneceu na direcção da Academia até sua morte, em 347 a.C.

(Herma de Platão, Museus Capitolinos)

Pensamento Platônico


Em linhas gerais, Platão desenvolveu a noção de que o homem está em contato permanente com dois tipos de realidade: a inteligível e a sensível. A primeira, é a realidade, mais concreta, permanente, imutável, igual a si mesma. A segunda são todas as coisas que nos afetam os sentidos, são realidades dependentes, mutáveis e são imagens das realidades inteligíveis.

Tal concepção de Platão também é conhecida por Teoria das Idéias ou Teoria das Formas. Foi desenvolvida como hipótese no diálogo Fédon e constitui uma maneira de garantir a possibilidade do conhecimento e fornecer uma inteligibilidade relativa aos fenômenos.

Para Platão, o mundo concreto percebido pelos sentidos é uma pálida reprodução do mundo das Idéias. Cada objeto concreto que existe participa, junto com todos os outros objetos de sua categoria, de uma Idéia perfeita. Uma determinada caneta, por exemplo, terá determinados atributos (cor, formato, tamanho, etc). Outra caneta terá outros atributos, sendo ela também uma caneta, tanto quanto a outra. Aquilo que faz com que as duas sejam canetas é, para Platão, a Idéia de Caneta, perfeita, que esgota todas as possibilidades de ser caneta.

A ontologia de Platão diz, então, que algo é na medida em que participa da Idéia desse objeto. No caso da caneta é irrelevante, mas o foco de Platão são coisas como o ser humano, o bem ou a justiça, por exemplo.

O problema que Platão propõe-se a resolver é a tensão entre Heráclito e Parmênides: para o primeiro, o ser é a mudança, tudo está em constante movimento e é uma ilusão a estaticidade, ou a permanência de qualquer coisa; para o segundo, o movimento é que é uma ilusão, pois algo que é não pode deixar de ser e algo que não é não pode ser, assim, não há mudança.

Ou seja (por exemplo), o que faz com que determinada árvore seja ela mesma desde o estágio de semente até morrer, e o que faz com que ela seja tão árvore quanto outra de outra espécie, com características tão diferentes? Há aqui uma mudança, tanto da árvore em relação a si mesma (com o passar do tempo ela cresce) quanto da árvore em relação a outra. Para Heráclito, a árvore está sempre mudando e nunca é a mesma, e para Parmênides, ela nunca muda, é sempre a mesma e é uma ilusão sua mudança.

Platão resolve esse problema com sua Teoria das Idéias. O que há de permanente em um objeto é a Idéia, mais precisamente, a participação desse objeto na sua Idéia correspondente. E a mudança ocorre porque esse objeto não é uma Idéia, mas uma incompleta representação da Idéia desse objeto. No exemplo da árvore, o que faz com que ela seja ela mesma e seja uma árvore (e não outra coisa), a despeito de sua diferença daquilo que era quando mais jovem e de outras árvores de outras espécies (e mesmo das árvores da mesma espécie) é sua participação na Idéia de Árvore; e sua mudança deve-se ao fato de ser uma pálida representação da Idéia de Árvore.

Platão também elaborou uma teoria gnosiológica, ou seja, uma teoria que explica como se pode conhecer as coisas, ou ainda, uma teoria do conhecimento. Segundo ele, ao vermos um objeto repetidas vezes, uma pessoa lembra-se, aos poucos, da Idéia daquele objeto, que viu no mundo das Idéias. Para explicar como se dá isso, Platão recorre a um mito (ou uma metáfora) que diz que, antes de nascer, a alma de cada pessoa vivia em uma Estrela, onde localizam-se as Idéias. Quando uma pessoa nasce, sua alma é "jogada" para a Terra, e o impacto que ocorre faz com que esqueça o que viu na Estrela. Mas ao ver um objeto aparecer de diferentes formas (como as diferentes árvores que se pode ver), a alma recorda-se da Idéia daquele objeto que foi vista na Estrela. Tal recordação, em Platão, chama-se anamnesis.

O Homem

O homem para Platão era dividido em corpo e alma. O corpo era a matéria e a alma era o imaterial e o divino que o homem possuía. Ao passo que o corpo sempre está em constante mudança de aparência, forma... A alma não muda nunca, a partir do momento em que nascemos temos a alma perfeita, porém não sabemos. As verdades essenciais estão escritas na alma eternamente, porém ao nascermos esquecemos, pois a alma é aprisionada no corpo.

A alma é divida em 3 partes:

1=> raciona: região da cabeça; esta tem que controlar as outras duas partes.

2=> torax: irascível; parte dos sentimentos.

3=> abdômen: concupiscível; desejo, mesmo carnal (sexual), ligado ao libido.

Platão acreditava que a alma depois da morte reencarnava em outro corpo, mas a alma que se ocupava com a filosofia e com o Bem, esta era privilegiada com a morte do corpo. A ela era concedida o privilégio de passar o resto de seus tempos em companhia dos deuses.

O conhecimento da alma é que dá sentido à vida. Tudo foi criado pelo Demiurgo (seu criador), um divino artesão que criou o mundo real e sua aparência.

A ação do homem se restringe ao mundo material; no mundo das idéias o homem não pode transformar nada. Porque se é perfeito não pode ser mais perfeito.

Material retirado: http://pt.wikipedia.org/wiki/Plat%C3%A3o

Wä£ ®¡¢ä®ðö

MITOLOGIA GREGA E ROMANA NO MUNDO DOS FILÓSOFOS

ESTÁ PARTICIPANDO DO GIRABLOS

COM O TEMA

"EMOÇÕES"

PORÉM INDICA COM MUITO CARINHO O BLOG ABAIXO

 

(click na imagem acima para entrar no blog Noites Sem Fim II)



- Postado por: Wal Ricardo às 05h18
[ ] [ envie esta mensagem ]



 *O Monte Olimpo na Grécia*

O Monte Olimpo
(grego: Όλυμπος; também transliterado como monte Ólimpos, e em mapas modernos, Óros Ólimbos)
é a mais alta montanha da Grécia, com 2.919 metros ou 9.576 pés.

 Conclui-se firmemente que o Monte Olimpo é uma das mais altas montanhas da Europa,
em altitude absoluta da base até o topo. Está situado a 40 ° 05'N, 22 ° 21, da Grécia.

O mesmo monte está localizado a cerca de 100 km de distância de Salônica,
segunda maior cidade da Grécia.
Localiza-se próximo ao Mar Egeu.

Ao caminho para a Cume Mitikas,
tira-se outra conclusão sobre o Monte Olimpo.
O Monte Olimpo torna-se reconhecido pela sua flora, a qual é muito rica,
sobretudo devido à presença de espécies endêmicas.
O Cume Mitikas é o pico mais alto do Monte Olimpo,
com 2.919 metros, o equivalente a 9576 pés.
Mitikas, em grego, que dizer "nariz"
(porém, por raízes históricas, acaba recebendo o nome em grego mesmo,
pois "nariz" corresponderia a Mitikas).

Qualquer um que queira escalar o Monte Olimpo
começa a partir da cidade de Litochoro,
que acabou também por receber o nome Cidade dos Deuses,
devido à sua localização próxima à base do Monte Olimpo.
Mas é importante saber que Olimpo é um nome popular ao longo de todo o mundo.
Além do Monte Olimpo, na Grécia, ainda há um com o mesmo nome no Chipre,
um na antiga região da já extinta região de Frígia,
outros 2 nos estados norte-americanos os quais são Utah e Washington, e muitos outros.

*O Monte Olimpo na Mitologia Grega*

Na mitologia grega, o Monte Olimpo é a morada dos Doze Deuses do Olimpo, os principais deuses do panteão grego. Os gregos pensavam nisto como uma mansão de cristais onde os mesmos deuses como Zeus habitava.
Sabe-se também, na mitologia grega, que, quando Gaia deu origem aos Titãs, eles fizeram das montanhas gregas, inclusive as do Monte Olimpo, seus tronos, pois eram tão grandes que mal cabiam na crosta terrestre. a etimologia de Olimpo é desconhecida, mas possui grandes traços de semelhança com a cultura pré-indo-européia.
Há trabalhos recentes que divulgam uma Luvi origem.

*Deuses e Deusas da Mitologia Grega*

Seculos antes do nascimento de Cristo e do advento do cristianismo, os gregos adoravam um certo numero de deuses e deusas que, segundo eles acreditavam, viviam no Monte Olimpo, no sul da Macedonia, na Grecia, como já vimos em posts anteriores. 

As antigas historias desses deuses inspiraram poetas, pintores e escultores durante varios séculos.

Algumas das pinturas e esculturas mais conhecidas e preciosas do mundo representam os deuses do Olimpo e suas aventuras.

Os gregos antigos acreditavam que a terra era de forma achatada e circular, seu ponto central o Monte Olimpo ou Delfos, cidade celebre por causa de seu oráculo.

A terra era dividida em duas partes iguais pelo Mar, como era chamado entao o Mediterrâneo.

Ao redor da terra corria o Rio Oceano, cujo curso regular alimentava o Mar e os rios.

Naqueles tempos remotos, os gregos pouco sabiam sobre a existencia de outros povos alem deles mesmos, a nao ser dos povos vizinhos as suas terras.

Imaginavam que ao norte vivia uma raca de povo feliz, os Hiperborios, que viviam numa eterna felicidade.

Seu territorio nao podia ser alcancado nem por terra nem por mar.

Eles nunca envelheciam nem adoeciam, nao trabalhavam, nem guerriavam.

Ao sul vivia um outro povo feliz que se chamava Aethiopios.

Eram amados pelos deuses que costumavam visita-lso e compartilhar seus banquetes.

Ao oeste encontrava-se o lugar o mais feliz de todos, os Campos Eliseos, onde as pessoas que tinham o favor dos deuses eram levadas para viver para sempre sem nunca morrer.

Acreditava-se que a Aurora, o Sol e a Lua levantavam por dentro do oceano do lado oriental da terra e avancavam no ar iluminando tudo.

As Estrelas tambem levantavam do Oceano e se punham nele.

Quando o deus sol HELIOS se punha no Oceano, a noite, ele entrava num barco alado que o levava de novo ao seu lugar ao leste por onde devia levantar-se de novo na manha seguinte.

Os deuses viviam em estado de beatitude em sua grandiosa residencia no Monte Olimpo.

Um portao de nuvens, que guardavam deusas chamadas HORAS ou ÉPOCAS, abria para permitir a passagem de ida e de volta dos deuses na terra.

Os deuses dispunham de residencias separadas, mas seu ponto de encontro era o grande palacio de ZEUS, o rei dos deuses.

Em seu grande palácio, eles festejavam todos os dias, comendo ambrosia e bebendo nectar, servidos pela graciosa HEBE, deusa da juventude e, mais tarde, por GANIMEDES.

Conversavam sobre assuntos do ceu e da terra e, enquanto bebiam o nectar que Hebe servia, APOLO tocava sua lira e as MUSAS cantavam.

Quando caia o sol, os deuses recolhiam-se para a noite.

Havia doze grandes deuses, incluindo Zeus, e muitos outros menores.

Os nomes dos deuses e das deusas que relacionamos a seguir aparecem em sua forma original em grego.

Mas, os romanos tambem adoraram muitos deles.

(Clonclusão de pesquisas retiradas da Internet)

Segue abaixo no próximo post os

*DOZE DEUSES OLÍMPICOS DA MITOLOGIA GREGA*

 

 



- Postado por: Wal Ricardo às 17h42
[ ] [ envie esta mensagem ]



Deuses da Mitologia Grega

Deuses Olímpicos

Afrodite 

 

Afrodite (em grego, Αφροδίτη) era a deusa grega da beleza.
Originário de Chipre, o seu culto estendeu-se a Esparta, Corinto e Atenas.
Foi identificada como Vênus pelos romanos.

Apolo

 

Apolo (em grego, Ἀπόλλων — Apóllōn ou Ἀπέλλων — Apellōn)
Era um deus filho de Zeus (Júpiter) e Leto, e irmão gémeo da deusa Ártemis, da caça.

Ares

Ares era o deus grego da guerra.
Correspondia a Marte em Roma.
Filho de Zeus e de Hera, simbolizava a agressividade inerente ao espírito guerreiro.

Artemis

Artemis na Grécia, Ártemis (em grego Άρτεμις)
Era uma deusa ligada inicialmente à vida selvagem e à caça.
Durante os períodos Arcaico e Clássico, era considerada filha de Zeus e de Leto,
irmã gêmea de Apolo; mais tarde, associou-se também à luz da lua e à magia.

Atena

Atena (em grego, Αθηνά) é a deusa grega da sabedoria, do ofício, da inteligência e da guerra justa.
Há também quem grafe o seu nome como Palas Atená.
Freqüentemente é associada a um escudo de guerra, à coruja da sabedoria ou à oliveira.

Deméter

Deméter ou Demetra (em grego Δημήτηρ, "deusa mãe" ou talvez "mãe da distribuição")
é o nome de Ceres na mitologia romana.

Dionísio

Dioniso, Diónisos ou Dionísio (do grego Διώνυσος ou Διόνυσος)
era o deus grego equivalente ao deus romano Baco, das festas, do vinho, do lazer e do prazer.
Filho de Zeus e da princesa Semele, foi o único deus filho de uma mortal.

Éolo

Éolo era o deus dos ventos na mitologia grega, sendo o senhor dos outros deuses do vento
(Bóreas, Nótus, Eurus e Zéfiro).
Era Filho de Poseidon, e vivia na ilha flutuante de Eólia com seus seis filhos e suas seis filhas.

Eros

Eros (Cupido, no panteão romano) era o deus grego do amor.
Hesíodo, na sua Teogonia, considera-o filho de Caos, portanto um deus primordial.

Hades

Hades, (Ἄιδη em grego), filho de Crono e de Réia, irmão de Zeus e Poseidon (Posídon),
era um deus de poucas palavras e seu nome inspirava tanto medo que as pessoas
procuravam não pronunciá-lo.

Hefesto

Hefesto, filho de Hera e Zeus (chamado de Vulcano na Mitologia Romana)
era o deus grego do fogo, dos metais e da metalurgia.
Era conhecido como o ferreiro divino.

Hera

Hera era a deusa grega equivalente a Juno, no panteão romano.
Deusa do casamento, irmã e esposa de Zeus.
Retratada como ciumenta e agressiva, odiava e perseguia as amantes de Zeus
e os filhos de tais relacionamentos, tanto que tentou matar Hércules quando este era apenas um bebê.

Hermes

Hermes, mensageiro ou intérprete da vontade dos deuses,
(daí o termo hermenêutica) era um deus grego correspondente ao Mercúrio romano.

 Héstia

Héstia (ou Vesta, na mitologia romana)
é a deusa grega dos laços familiares, simbolizada pelo fogo da lareira.

Posídon

Na mitologia grega, Posídon (em grego antigo Ποσειδῶν)
assumiu o estatuto de deus supremo do mar, conhecido pelos romanos
como Neptuno e pelos etruscos por Nethuns.
Também era conhecido como o deus dos terremotos e dos cavalos.

Zeus

 Zeus era senhor do céu e deus grego supremo.
Zeus sempre foi considerado um deus do tempo, com raios, trovões,
chuvas e tempestades atribuídas a ele.
Mais tarde, ele foi associado à justiça e à lei.

 

 Wä£ ®¡¢ä®ðö

Conteúdos de pesquisas retirados da internet.

 

(click na imagem para entrar no meu novo blog)

FILOSOFIA CRISTÃ E CRISTIANISMO



- Postado por: Wal Ricardo às 15h39
[ ] [ envie esta mensagem ]